quarta-feira, 16 de maio de 2012


I – INTRODUÇÃO



            Projeto de pesquisa elaborado na área de introdução à educação digital, abordando a Criação de um Blog, como tema proposto “A Inclusão Digital”.

  Público Alvo:

  Alunos do Ensino Fundamental e Médio






II – JUSTIFICATIVA



            O analfabetismo possui duas dimensões: uma socioeconômica, atrelada aos demais indicadores da desigualdade social, e caracterizada pela manutenção do ciclo histórico da “pobreza analfabeta” que atua contaminando todos os demais indicadores de desenvolvimento dos paises. A segunda, e mais cruel dimensão do analfabetismo é sua dimensão humana, que condena gerações de jovens e adultos à negação do direito fundamental de expressão e transformação de sua história pessoal e comunitária.

Três pilares formam um tripé fundamental para que a inclusão digital aconteça: Tecnologia da Informação e Comunicação, renda e educação. Não é difícil pensar que sem qualquer um desses pilares, não importa qual combinação seja feita, qualquer ação está fadada ao insucesso. Atualmente, segundo o Mapa de Exclusão Digital divulgado no início de Abril/2003 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) juntamente com outras entidades, aproximadamente 12% dos brasileiros tem computador em suas residências e pouco mais de 8% encontram-se conectados à Internet. Segundo Diego Garcez, coordenador-executivo do CDI- Comitê para Democratização da Informática, uma organização não-governamental sem fins lucrativos, a carência de infra-estrutura é um dos piores obstáculos no Brasil.

O computador enquanto tecnologia da inteligência pode transformar os modos de conhecer que se dão nos ambientes de produção de conhecimento, na produção de novos espaços e nas práticas de construção coletivas. Desta forma, esta experiência passa a ser ação prática de conhecer/relacionar/transformar incluindo os sujeitos imersos no projeto em outras dimensões não naturais a eles.

Os professores e estudantes que se envolvem em ambientes cooperativos de aprendizagem e tecem em rede com outros sujeitos, o saber e o conhecimento, passam a olhar o aluno e o seu fazer de um outro modo, pois se colocam em um novo lugar, de quem provoca e potencializa os processos de produção conhecimento. Desta forma os estudantes passam a vivenciar uma experiência construtiva do fazer, ou seja, em ação nos ambientes onde aprende.


III – OBJETIVO GERAL



            Promover a inclusão social de populações excluídas digitalmente, utilizando as tecnologias da informação como instrumento de construção e exercício da cidadania. Incluir digitalmente não é apenas "alfabetizar" as pessoas em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Não apenas ensiná-las a usar o computador, mas melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade. Através da democratização do acesso e com ajuda da tecnologia disponível buscam-se a integração entre educação, tecnologia e cidadania, visando a transformação social. O tema da inclusão digital não está somente dentre as linhas de ações propostas pela instituição, mas também vai ao encontro de diversas ações dos governos federal e estadual, em especial a atividades de inclusão propostas pelo Programa Fome Zero.

É comum nos dias de hoje ver empresas e governos falando em inclusão digital e democratização do acesso. Inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão nasceu do termo "digital divide", que em inglês significa algo como "divisória digital". O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná-las a usar Windows e pacotes de escritório.



Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas "alfabetizar" a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Não apenas ensinando o bê-á-bá do informatiquês, mas mostrar como ela pode ganhar dinheiro e melhorar suas condições de vida.

Os telecentros inserem-se neste processo como sendo o lugar físico, de fácil acesso, que oferece gratuitamente serviços de informática e telecomunicações, pessoas capacitadas num contexto de desenvolvimento social, econômico, educacional e pessoal.

O projeto tem como tema a promoção da inclusão digital em alunos de escolas menos favorecidas utilizando as tecnologias da informação como instrumento de construção e exercício da cidadania. Através da criação dos telecentros pode-se ampliar o conceito de inclusão digital como forma de integração entre educação, tecnologia e cidadania visando a transformação social.


IV – CONTEÚDO



            Imagens

Depoimentos

Fotos

Textos




V – ESTRATÉGIAS



Participação da sociedade em projetos de inclusão digital

Educação formal e inclusão digital

Produção de conteúdos e apropriação tecnológica

Telecentros comunitários

Usar folders, apostilas, com a finalidade de acompanhar os seminários e debates como auxílio na fixação dos assuntos e conteúdos abordados.


VI – MATERIAIS



Revistas

Jornais

Sites

Redes Sociais




VII- AVALIAÇÃO

Seminários

Apresentações

Palestras


VII – BIBLIOGRAFIA



BECKER, Daniel. O que é Adolescência. 12. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.

ORIGLIA, D., Ouillon, H., A adolescência. Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1964.

O uso de ferramentas computacionais na aprendizagem da 3º série de uma escola pública.In: IV EPEM - Encontro Pernambucano de Educação Matemática - Recife - Colégio de Aplicação da UFPE - 03 a 05/11/1999.

BRASIL. Ministério da Educação. Portal de Inclusão Digital. Acessado em 1 de mar. De 2008. Disponível em: http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/

Avanços e dificuldades no cotidiano do ensino virtual: relato de uma experiência em conceitos científicos/matemáticos. In: Anais do VII ENEM – em CD Rom – Rio de Janeiro: UFRJ, 19-23/07/2002.

J. CASSINO, S. AMADEU. Software livre e inclusão digital. São Paulo: Conrad, 2003.
Mais de 64% dos brasileiros não sabe ou não quer utilizar a web

A exclusão digital no Brasil tem facetas que vão além da dificuldade de se adquirir um computador ou de ter acesso à internet. Mais de 64% dos brasileiros não acham a ferramenta necessária ou simplesmente não sabem utilizá-la. É o que apontou o Mapa da Inclusão Digital, estudo feito em parceria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a operadora de telefonia Vivo através da Fundação Telefônica.
Desinteresse pela internet é o motivo dado por 33,14% das pessoas para não ter acesso ao serviço e também a principal razão pela qual o uso da internet nas regiões Sul e Sudeste. Em Florianópolis, por exemplo, uma das capitais com maior inclusão digital do Brasil, 62,10% da população mencionou que não acha necessário o acesso à rede mundial. No Rio de Janeiro, 54,13%. Outros 31,45% dos entrevistados na pesquisa simplesmente não sabe usar a internet.
"Ter o computador em casa não significa que vai usar. É indicativo, mas não é suficiente. Ter dinheiro também não é tão importante como se imagina. Educação é o fator determinante", afirmou Marcelo Cortes Neri, professor do Centro de Políticas Sociais da FGV e coordenador do projeto. "A pesquisa mostra que não basta subsidiar computadores e construir centros de internet para combater a exclusão digital. É preciso investir em educação básica de qualidade. Se formos pensar em políticas de inclusão digital, temos de convencer as pessoas da importância da internet. Quando falta educação, não adianta ter computador."
Para a Fundação Telefónica, o estudo dá subsídios para traçar novas estratégias no crescimento da rede de internet banda larga pelo país. "A inclusão digital é vista por nós como uma forma de inserção social e faz parte do negócio da companhia. Esta pesquisa é importante para aceleração do crescimento da internet no País", disse Luciene Dias, diretora regional da Vivo.
No Nordeste, as pessoas deixam de usar a internet por culpa da falta de conhecimento da ferramenta. É o que disseram 46,75% das pessoas entrevistadas em João Pessoa (PB), por exemplo. No Norte, a falta de acesso a um computador ainda fala mais alto. Foi o motivo dado por 41,86% dos participantes da pesquisa.