quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Unidade 3
Atividade 5
O currículo e a aprendizagem
Atualmente, o currículo é uma construção social, na acepção de estar inteiramente vinculado a um momento histórico, à determinada sociedade e às relações com o conhecimento. Nesse sentido, a educação e currículo são vistos intimamente envolvidos com o processo cultural, como construção de identidades locais e nacionais.
Hoje existem várias formas de ensinar e aprender e umas delas é o currículo oculto. O currículo oculto é “o conjunto de atitudes, valores e comportamentos que não fazem parte explícita do currículo, mas que são implicitamente ensinados através das relações sociais, dos rituais, das práticas e da configuração espacial e temporal da escola”.
Existe uma diferença conceitual entre currículo, que é o conjunto de ações pedagógicas e a matriz curricular, que é a lista de disciplinas e conteúdos do currículo.
O Currículo, não é imparcial, é social e culturalmente definido, reflete uma concepção de mundo, de sociedade e de educação, implica relações de poder, sendo o centro da ação educativa. A visão do currículo está associada ao conjunto de atividades intencionalmente desenvolvidas para o processo formativo.
O currículo é um instrumento político que se vincula à ideologia, à estrutura social, à cultura e ao poder. A cultura é o conteúdo da educação, sua essência e sua defesa, e currículo é a opção realizada dentro dessa cultura.
Há várias formas de composição curricular, mas os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam que os modelos dominantes na escola brasileira, multidisciplinar e pluridisciplinar, marcados por uma forte fragmentação, devem ser substituídos, na medida do possível, por uma perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar.

Alunos: Alessandro, Plantina e Marineide
Atividade 5
O currículo e a aprendizagem
Atualmente, o currículo é uma construção social, na acepção de estar inteiramente vinculado a um momento histórico, à determinada sociedade e às relações com o conhecimento. Nesse sentido, a educação e currículo são vistos intimamente envolvidos com o processo cultural, como construção de identidades locais e nacionais.
Hoje existem várias formas de ensinar e aprender e umas delas é o currículo oculto. O currículo oculto é “o conjunto de atitudes, valores e comportamentos que não fazem parte explícita do currículo, mas que são implicitamente ensinados através das relações sociais, dos rituais, das práticas e da configuração espacial e temporal da escola”.
Existe uma diferença conceitual entre currículo, que é o conjunto de ações pedagógicas e a matriz curricular, que é a lista de disciplinas e conteúdos do currículo.
O Currículo, não é imparcial, é social e culturalmente definido, reflete uma concepção de mundo, de sociedade e de educação, implica relações de poder, sendo o centro da ação educativa. A visão do currículo está associada ao conjunto de atividades intencionalmente desenvolvidas para o processo formativo.
O currículo é um instrumento político que se vincula à ideologia, à estrutura social, à cultura e ao poder. A cultura é o conteúdo da educação, sua essência e sua defesa, e currículo é a opção realizada dentro dessa cultura.
Há várias formas de composição curricular, mas os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam que os modelos dominantes na escola brasileira, multidisciplinar e pluridisciplinar, marcados por uma forte fragmentação, devem ser substituídos, na medida do possível, por uma perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar.
Alunos: Alessandro, Plantina e Marineide
O trabalho em grupo é uma oportunidade de construir coletivamente o conhecimento. Por meio dessa prática, o aluno se relaciona de modo diferente com o saber. É um momento de troca, em que a criança ou adolescente se depara com diferentes percepções.
Trabalhando em equipe, o estudante exercita uma série de habilidades. Ao mesmo tempo em que estuda o conteúdo das disciplinas, ele aprende a escolher, a avaliar e a decidir. "Nesse tipo de tarefa, treina-se a capacidade de ouvir e respeitar opiniões diferentes.
Nosso grupo propôs para os alunos na área de biologia uma situação de aprendizagem, utilizando ferramentas que aprendemos no curso (webQuest, blog, hipertexto ou internet), na sala de informática.
Pesquisaram sobre drogas e o mal que causam para a saúde.
Através de um seminário, realizaram uma aula expositiva, mostrando como cada droga age em nosso organismo, como por exemplo a dependência.
Acreditamos que o nosso projeto foi alcançado.
Compartilhando blogs de colegas, foi nos apresentado algumas ideias para realização do nosso projeto.

Unidade 3
ATIVIDADE 2- Blog (EAD)
Alunos: Alessandro, Plantina e Marineide
Trabalhando em equipe, o estudante exercita uma série de habilidades. Ao mesmo tempo em que estuda o conteúdo das disciplinas, ele aprende a escolher, a avaliar e a decidir. "Nesse tipo de tarefa, treina-se a capacidade de ouvir e respeitar opiniões diferentes.
Nosso grupo propôs para os alunos na área de biologia uma situação de aprendizagem, utilizando ferramentas que aprendemos no curso (webQuest, blog, hipertexto ou internet), na sala de informática.
Pesquisaram sobre drogas e o mal que causam para a saúde.
Através de um seminário, realizaram uma aula expositiva, mostrando como cada droga age em nosso organismo, como por exemplo a dependência.
Acreditamos que o nosso projeto foi alcançado.
Compartilhando blogs de colegas, foi nos apresentado algumas ideias para realização do nosso projeto.
Unidade 3
ATIVIDADE 2- Blog (EAD)
Alunos: Alessandro, Plantina e Marineide
sábado, 4 de agosto de 2012
Comentário sobre os blogs:
- pcnptecdecentro.blogspot.com.br
- tecnecorp.blogspot.com.br
No blog pcnptecdecentro chamou nossa atenção para a postagem das fotos e comentários em relação ao curso que estamos realizando na Diretoria Centro de PROINFO. O blog apresenta imagens da Diretoria Centro, dos ambientes como salas de informática, cursos ministrados na Diretoria, onde todos os cursistas envolvidos são focados no blog. Inclusive com estas fotos tomamos a liberdade de postar em nosso blog as mesmas, para enriquece-lo.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
I
– INTRODUÇÃO
Projeto
de pesquisa elaborado na área de introdução à educação digital, abordando a
Criação de um Blog, como tema proposto “A Inclusão Digital”.
Público Alvo:
Alunos do Ensino Fundamental e
Médio
II
– JUSTIFICATIVA
O
analfabetismo possui duas dimensões: uma socioeconômica, atrelada aos demais
indicadores da desigualdade social, e caracterizada pela manutenção do ciclo
histórico da “pobreza analfabeta” que atua contaminando todos os demais
indicadores de desenvolvimento dos paises. A segunda, e mais cruel dimensão do
analfabetismo é sua dimensão humana, que condena gerações de jovens e adultos à
negação do direito fundamental de expressão e transformação de sua história
pessoal e comunitária.
Três pilares formam um tripé fundamental para que a
inclusão digital aconteça: Tecnologia da Informação e Comunicação, renda e
educação. Não é difícil pensar que sem qualquer um desses pilares, não importa
qual combinação seja feita, qualquer ação está fadada ao insucesso. Atualmente,
segundo o Mapa de Exclusão Digital divulgado no início de Abril/2003 pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) juntamente com outras entidades,
aproximadamente 12% dos brasileiros tem computador em suas residências e pouco
mais de 8% encontram-se conectados à Internet. Segundo Diego Garcez,
coordenador-executivo do CDI- Comitê para Democratização da Informática, uma
organização não-governamental sem fins lucrativos, a carência de
infra-estrutura é um dos piores obstáculos no Brasil.
O computador enquanto tecnologia da inteligência
pode transformar os modos de conhecer que se dão nos ambientes de produção de
conhecimento, na produção de novos espaços e nas práticas de construção
coletivas. Desta forma, esta experiência passa a ser ação prática de
conhecer/relacionar/transformar incluindo os sujeitos imersos no projeto em
outras dimensões não naturais a eles.
Os professores e estudantes que se envolvem em
ambientes cooperativos de aprendizagem e tecem em rede com outros sujeitos, o
saber e o conhecimento, passam a olhar o aluno e o seu fazer de um outro modo,
pois se colocam em um novo lugar, de quem provoca e potencializa os processos
de produção conhecimento. Desta forma os estudantes passam a vivenciar uma
experiência construtiva do fazer, ou seja, em ação nos ambientes onde aprende.
III
– OBJETIVO GERAL
Promover
a inclusão social de populações excluídas digitalmente, utilizando as
tecnologias da informação como instrumento de construção e exercício da
cidadania. Incluir digitalmente não é apenas "alfabetizar" as pessoas
em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos
computadores. Não apenas ensiná-las a usar o computador, mas melhorar as
condições de vida de uma determinada região ou comunidade. Através da
democratização do acesso e com ajuda da tecnologia disponível buscam-se a
integração entre educação, tecnologia e cidadania, visando a transformação
social. O tema da inclusão digital não está somente dentre as linhas de ações
propostas pela instituição, mas também vai ao encontro de diversas ações dos
governos federal e estadual, em especial a atividades de inclusão propostas
pelo Programa Fome Zero.
É comum nos dias de hoje ver empresas e governos
falando em inclusão digital e democratização do acesso. Inclusão digital
significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada
região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão nasceu do termo
"digital divide", que em inglês significa algo como "divisória
digital". O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que
incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas
ensiná-las a usar Windows e pacotes de escritório.
Em termos concretos, incluir digitalmente não é
apenas "alfabetizar" a pessoa em informática, mas também melhorar os
quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Não apenas ensinando o
bê-á-bá do informatiquês, mas mostrar como ela pode ganhar dinheiro e melhorar
suas condições de vida.
Os telecentros inserem-se neste processo como sendo
o lugar físico, de fácil acesso, que oferece gratuitamente serviços de
informática e telecomunicações, pessoas capacitadas num contexto de
desenvolvimento social, econômico, educacional e pessoal.
O projeto tem como tema a promoção da inclusão
digital em alunos de escolas menos favorecidas utilizando as tecnologias da
informação como instrumento de construção e exercício da cidadania. Através da
criação dos telecentros pode-se ampliar o conceito de inclusão digital como
forma de integração entre educação, tecnologia e cidadania visando a
transformação social.
IV
– CONTEÚDO
Imagens
Depoimentos
Fotos
Textos
V
– ESTRATÉGIAS
Participação da sociedade em projetos de inclusão
digital
Educação formal e inclusão digital
Produção de conteúdos e apropriação tecnológica
Telecentros comunitários
Usar folders, apostilas, com a finalidade de
acompanhar os seminários e debates como auxílio na fixação dos assuntos e
conteúdos abordados.
VI
– MATERIAIS
Revistas
Jornais
Sites
Redes Sociais
VII- AVALIAÇÃO
Seminários
Apresentações
Palestras
VII
– BIBLIOGRAFIA
BECKER,
Daniel. O que é Adolescência.
12. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
ORIGLIA, D., Ouillon, H., A adolescência. Lisboa: Livraria
Clássica Editora. 1964.
O uso de ferramentas
computacionais na aprendizagem da 3º série de uma escola pública.In: IV EPEM -
Encontro Pernambucano de Educação Matemática - Recife - Colégio de Aplicação da
UFPE - 03 a 05/11/1999.
BRASIL. Ministério da Educação.
Portal de Inclusão Digital. Acessado em 1 de mar. De 2008. Disponível em:
http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/
Avanços e dificuldades no
cotidiano do ensino virtual: relato de uma experiência em conceitos
científicos/matemáticos. In: Anais do VII ENEM – em CD Rom – Rio de Janeiro:
UFRJ, 19-23/07/2002.
J. CASSINO, S. AMADEU. Software
livre e inclusão digital. São Paulo: Conrad, 2003.
Mais de 64% dos brasileiros não sabe ou não quer utilizar a web
A exclusão digital no Brasil tem facetas que vão além da dificuldade de se adquirir um computador ou de ter acesso à internet. Mais de 64% dos brasileiros não acham a ferramenta necessária ou simplesmente não sabem utilizá-la. É o que apontou o Mapa da Inclusão Digital, estudo feito em parceria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a operadora de telefonia Vivo através da Fundação Telefônica.
Desinteresse pela internet é o motivo dado por 33,14% das pessoas para não ter acesso ao serviço e também a principal razão pela qual o uso da internet nas regiões Sul e Sudeste. Em Florianópolis, por exemplo, uma das capitais com maior inclusão digital do Brasil, 62,10% da população mencionou que não acha necessário o acesso à rede mundial. No Rio de Janeiro, 54,13%. Outros 31,45% dos entrevistados na pesquisa simplesmente não sabe usar a internet.
"Ter o computador em casa não significa que vai usar. É indicativo, mas não é suficiente. Ter dinheiro também não é tão importante como se imagina. Educação é o fator determinante", afirmou Marcelo Cortes Neri, professor do Centro de Políticas Sociais da FGV e coordenador do projeto. "A pesquisa mostra que não basta subsidiar computadores e construir centros de internet para combater a exclusão digital. É preciso investir em educação básica de qualidade. Se formos pensar em políticas de inclusão digital, temos de convencer as pessoas da importância da internet. Quando falta educação, não adianta ter computador."
Para a Fundação Telefónica, o estudo dá subsídios para traçar novas estratégias no crescimento da rede de internet banda larga pelo país. "A inclusão digital é vista por nós como uma forma de inserção social e faz parte do negócio da companhia. Esta pesquisa é importante para aceleração do crescimento da internet no País", disse Luciene Dias, diretora regional da Vivo.
No Nordeste, as pessoas deixam de usar a internet por culpa da falta de conhecimento da ferramenta. É o que disseram 46,75% das pessoas entrevistadas em João Pessoa (PB), por exemplo. No Norte, a falta de acesso a um computador ainda fala mais alto. Foi o motivo dado por 41,86% dos participantes da pesquisa.
A exclusão digital no Brasil tem facetas que vão além da dificuldade de se adquirir um computador ou de ter acesso à internet. Mais de 64% dos brasileiros não acham a ferramenta necessária ou simplesmente não sabem utilizá-la. É o que apontou o Mapa da Inclusão Digital, estudo feito em parceria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a operadora de telefonia Vivo através da Fundação Telefônica.
Desinteresse pela internet é o motivo dado por 33,14% das pessoas para não ter acesso ao serviço e também a principal razão pela qual o uso da internet nas regiões Sul e Sudeste. Em Florianópolis, por exemplo, uma das capitais com maior inclusão digital do Brasil, 62,10% da população mencionou que não acha necessário o acesso à rede mundial. No Rio de Janeiro, 54,13%. Outros 31,45% dos entrevistados na pesquisa simplesmente não sabe usar a internet.
"Ter o computador em casa não significa que vai usar. É indicativo, mas não é suficiente. Ter dinheiro também não é tão importante como se imagina. Educação é o fator determinante", afirmou Marcelo Cortes Neri, professor do Centro de Políticas Sociais da FGV e coordenador do projeto. "A pesquisa mostra que não basta subsidiar computadores e construir centros de internet para combater a exclusão digital. É preciso investir em educação básica de qualidade. Se formos pensar em políticas de inclusão digital, temos de convencer as pessoas da importância da internet. Quando falta educação, não adianta ter computador."
Para a Fundação Telefónica, o estudo dá subsídios para traçar novas estratégias no crescimento da rede de internet banda larga pelo país. "A inclusão digital é vista por nós como uma forma de inserção social e faz parte do negócio da companhia. Esta pesquisa é importante para aceleração do crescimento da internet no País", disse Luciene Dias, diretora regional da Vivo.
No Nordeste, as pessoas deixam de usar a internet por culpa da falta de conhecimento da ferramenta. É o que disseram 46,75% das pessoas entrevistadas em João Pessoa (PB), por exemplo. No Norte, a falta de acesso a um computador ainda fala mais alto. Foi o motivo dado por 41,86% dos participantes da pesquisa.
domingo, 13 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Mundo Digital

O tempo de conexão cresce no Brasil
|
Pela Internet
Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleja ...(2x)
Que veleje nesse informar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contatar
Os lares do Nepal,os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleja ...(2x)
Que veleje nesse informar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contatar
Os lares do Nepal,os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A INCLUSÃO DIGITAL
A INCLUSÃO DIGITAL
As novas tecnologias são ferramentas importantes para a escola atingir a modernidade. Contudo, o que se constata é uma forte resistência em utilizá-las, aproveitá-las, dando mais sentido à aprendizagem.
A utilização nas escolas oficiais é precária, limitando-se a fazer as mesmas e velhas coisas e não trazendo as mudanças requeridas pela época. A introdução de novas tecnologias, o uso inteligente do computador, vêm se tornando um desafio às escolas, no sentido de ampliar as possibilidades do ensino.
Estudos mostram que a receptividade e a capacidade de explorar os novos recursos são bem maiores entre os alunos que entre os professores ou diretores. Muitos não querem mostrar que sabem menos que os jovens, daí as atitudes de resistência, diz o relatório de um estudo.
O uso do computador, em bom nível, provoca transformações significativas nas escolas, envolve professores e alunos em processos de estudo e pesquisa criativos, interessantes, colaborativos. Cria-se um clima de ajuda, onde o professor adquire postura mais democrática, passando a ser um orientador da aprendizagem. O aluno vai se sentindo mais realizado, mais enquadrado no mundo em que vive. Vai se sentindo mais seguro na aprendizagem, à medida que avança no conhecimento do uso do computador e o aplica às suas necessidades.
Por intermédio da internet, a escola estimula o ensino, programando projetos sociais envolvendo também a comunidade, principalmente em regiões carentes. Atinge, assim, dupla finalidade: o envolvimento interessado do aluno, que acaba aprendendo melhor e mais depressa, e a ajuda que fornece às comunidades. A escola amplia a inclusão digital, produzindo conhecimento por meio da internet.
Escolas que conseguem dar um passo avante montam um portal para divulgar trabalhos culturais de novos talentos. Formam redes digitais e criam intercâmbios de conhecimentos entre as escolas da comunidade. Os alunos apreciam deveras esse tipo de atividade e desenvolvem formas criativas de usar a rede digital, melhorando o ensino nas salas de aula.
O pensamento dominante é de que não se deve usar a internet apenas como um consumidor. A inclusão digital só faz sentido quando ela produz conhecimento. Havendo integração das iniciativas adotadas pelas escolas, o conhecimento se aprofunda. É preciso que as escolas discutam, antes, conceitos e práticas comuns. Devem compatibilizar-se de modo que os melhores resultados das experiências de cada escola sejam compartilhados com outras escolas.
O conhecimento é uma forma de transformar a sociedade e o computador acelera o processo. Os jovens vêem, na tela do computador, a chance de conseguir um futuro melhor. Incrementam a pesquisa, ampliam suas perspectivas, criam esperanças de bom emprego. O interesse pelo computador vai além da escola. O percentual da população com acesso ao computador subiu, em três anos, desde 2000, de 10% para 15%.
Os brasileiros estão começando a aderir à informática, ingressando no mundo digital. Contudo, é importante acelerar essa inclusão, tentar diminuir a distância que separa o Brasil dos outros países. Nessa questão, a atuação da escola é de muita valia, ao utilizar, com competência, a informática em suas salas de aula. Os alunos, entusiasmados, encarregam-se de entusiasmar a família, a comunidade.
O que importa é treinar bem os professores e adotar políticas condizentes, formulação de metas de inclusão digital. A melhor forma é investir nas escolas e nos jovens, sobretudo em áreas carentes e sem perspectiva social. O retorno virá mais depressa do que se imagina, diz o estudo do Mapa da Exclusão Digital, divulgado em abril de 2003 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Comitê para a Democratização da Informática (CDI).
Do ponto de vista escolar, a análise do mapa mostra que os jovens que contam com computador em casa têm desempenho superior. Na prova de matemática chega a 17%. Cidades com altos índices de escolaridade são grandes adeptas da informática, como São Caetano do Sul, com 41%, Niterói, 34% e Santos 33%. No bairro da Lagoa, zona sul do Rio, a inclusão chega a 59,2%. Já nas favelas do Complexo do Alemão, zona norte, a 3,8%. Em relação aos alunos matriculados no ensino fundamental regular, 23,9% estão em escolas com acesso à informática. Os Estados com maior grau de inclusão digital, nesse nível de ensino, foram: São Paulo (49,7%), Paraná (37,2%) e Rio (34,4%).
O analfabetismo digital contribui para o fraco desenvolvimento científico do País. As escolas avançadas no ensino da informática colocam seus alunos na vanguarda do conhecimento, sem necessidade de correr atrás. As informações chegam até eles e em última mão. Esta facilidade é oferecida pelos softwares leitores ou agregadores de RSS. Estes programas buscam notícias automaticamente de sites relacionados pelo usuário. A escola cria projetos em que os alunos mantêm blogs com textos das disciplinas e o professor consegue acompanhar a sua produção.
Tudo em educação deve nortear-se por atividades prazerosas. Não primar pela competição, mas proporcionar a auto-afirmação. O professor não pode se limitar a conteúdos predeterminados, atender, antes, os anseios e as necessidades do aluno. Não deve adestrar, mas preocupar-se com o aluno enquanto pessoa, caminhando em direção a novos paradigmas. O grande objetivo do ensino-aprendizagem é descortinar possibilidades e não apenas aferir o rendimento cognitivo do aluno.
* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em junho/2004)
(Publicado em junho/2004)
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